Mãe e acadêmica: uma combinação que dá certo

Mãe e acadêmica: uma combinação que dá certo

Que a rotina universitária exige uma boa quantia de esforço e dedicação ninguém dúvida. E quando ela vem acompanhada de uma gestação e, posteriormente, de uma maternidade? Para as mulheres que precisam conciliar as duas rotinas com as demais do dia a dia, a graduação exige ainda mais empenho e organização para que todas as atividades sejam realizadas de forma satisfatória, sem prejuízo de nenhum lado.

Em comemoração ao Dia das Mães, no próximo domingo, 13 de maio, a equipe das Faculdades Ponta Grossa conversou com a estudante do último período de Arquitetura e Urbanismo, Amanda Silva Barbosa, que passou por esta experiência pouco depois que entrou no ensino superior. Confira a história:

Amanda engravidou aos 17 anos, no início do curso de Arquitetura e Urbanismo. Já aos 18, no segundo semestre faculdade, nasceu a pequena Cecília. “Eu descobri no início do ano e concluí o semestre de fevereiro até junho normalmente, vim até o final da gravidez. As aulas foram até a última semana de junho e ela nasceu em 11 de julho”, afirma.

FOTO MÃEO começo da gestação, relembra a estudante, trouxe muitas dúvidas e incertezas e Amanda não nega que cogitou abandonar a graduação após a descoberta e o nascimento da filha. A decisão de continuar, relembra, não foi fácil. “Eu sabia que tinha que manter os estudos e ao mesmo tempo eu tinha que ser mãe dela”. O apoio dos pais foi fundamental para que Amanda não interrompesse a graduação. “Foi uma das primeiras coisas que eles me pediram, que eu não parasse a faculdade e não atrasasse. Mas, mesmo assim, foi bem difícil o começo”, garante.

Passados os três meses de licença maternidade, Amanda retornou para o curso já no meio do semestre letivo. “Voltar foi complicado. Minha maior dificuldade foi ter que fazer tudo junto, por que já estava no segundo semestre”. A lei 6.202 estabelece o direito de a mãe estudar em regime domiciliar durante três meses a partir do oitavo mês da gestação e garante o direito da prestação dos exames finais. Por conta da gestação, a estudante não conseguiu ser aprovada em todas as disciplinas e optou por mudar do curso noturno para o matutino, pois ainda amamentava.

Atualmente, Amanda divide seu tempo entre o estágio obrigatório, o Trabalho de Conclusão de Cursos, as atividades do último período e os cuidados com a pequena Cecília, de quatro anos. A mãe da estudante, que acompanhou a entrevista e a seção de fotos, lembrou que a neta aguarda Amanda enquanto estuda, principalmente agora no período do TCC. “Se eu fico até tarde fazendo trabalho, ela fica comigo esperando eu ir deitar com ela”, afirma a estudante.

Para Amanda, faltando pouco tempo para estar formada Arquiteta e Urbanista e com uma filha de quatro anos, ser mãe e estudante é uma tarefa possível. “Depois que você se torna mãe tudo fica um pouco mais complicado. O sacrifício é maior, mas eu penso assim, mesmo que às vezes demore um pouco mais para formar, vale bem mais a pena, é algo mais gratificante. Eu não dava tanto valor, por que tinha outras coisas, outras prioridades e agora valorizo muito mais a faculdade, por ela”, finalizou.